21 janeiro 2010
MUDANÇA NO SITEMA POLÍTICO JÁ - PARTE I - A CONSTATAÇÃO
Eles não tem chefes, e quem deveria fiscalizar e punir, não o faz porque não fazendo com um, não faz com nenhum, e de nenhum em nenhum todo mundo é ninguém. E não dá pra punir alguém que é ninguém.
Eles precisam sim de um alguém de verdade, um dono, um chefe, alguém que possa realmente punir e fazer a coisa certa.
MUDANÇA NO SITEMA POLÍTICO JÁ - PARTE II - O PROJETO
Esse tal deus teria plenos poderes. E se quisesse tirar o poder de alguem, o faria na hora, como se fosse uma simples demissão. Poderia até dar um aviso prévio, mas ele decidiria.
Um deus bom, ganharia fama por outros paises que poderiam ou não adota-lo como chefe supremo. Cada tribo, sociedade, conjunto de pessoas, planetas, galaxias teria o seu próprio deus. Alguns desses chefes seriam comuns a vários, outros, menos populares, seriam exclusivos.
Ele escutaria a todos, sem distinção. Escutaria todas as partes e seria ciente pleno dos autos. Não toleraria mentiras, nem as boas nem as ruins, tomaria decisões simples que são simples de serem tomadas à verdade dos fatos.
Esse chefe com plenos poderes controlaria tudo, e como todo o bom chefe, provaria a sua competência e capacidade para os demais conjuntos e aglomerações sócio-planetárias. Seu poder supremo de persuasão conquistaria a simpatia plena, e ele poderia apontar aos céus a sua onipresente, justa e leal espada de vida.
Bom, por enquanto é só uma idéia básica que tive pra mudar alguma coisa, mas já é um começo
depois desenvolvo ela melhor, queria mais idéias, se puderem ajudar. pensei em escrever essa estória, usando de metáfora, nomes de alguns amigos meus como capítulos sabe. pensei em fazer tudo meio rimadinho e curto, pra ser fácil e gostoso de ler, sei lá, manda sua opinião ai que a gente discute, e se virar auto-ajuda, pelo menos vende a beça né???
SUCESSÃO
...plageando o mestre
Sucessão
Kassab culpava o Serra que culpava a Marta que culpava o Pitta que culpava o Maluf que culpava a Erundina que culpava o Jânio que culpava o são Pedro que não culpava ninguém. Chorava aos rios.
22 novembro 2009
TRIFASICO
autocastigo
As vezes, fico triste e choro.
autotristeza
As veis eu fico assim deferente comigo meusmo no meu cantinho e penso, penso e penso tanto que nos final eu deito e me durmo.
autonomia
28 outubro 2009
Depois da Chuva
pessoas rezam pro céu
as duas se molham
se não oram, choram
a lágrima resseca a pele
o verbo resseca a alma
o sal resseca a Terra.
A prova disso é a Guerra.
por mais que cave
ninguem enterra
Nem o tempo
Nem a chuva
Nem antes; Nem depois
o que se vive agora
é o que se planta
Pois.
26 outubro 2009
Chega de Poesia no Mundo
17 outubro 2009
uma na mesma idade
olho pra um negro e digo eu.
olho pra um mendigo e...
...eu.
quem não olha aqui é quem?
A Bolsa de Valores, a Bolsa de Pudores ou a Bolsa Afro complacente?
Unidade requisitada. Já.
mc
QUERIA TANTA COISA
Mas ai voar é coisa que bombeiro não faz.
Então quis saber.
Saber do mundo, do agora, do cada segundo.
Ai descobri que quem sabe de tudo.
Morre.
08 outubro 2009
O ACADÊMICO E O MATUTO - A DEFINIÇÃO ACADÊMICA
O matuto é um cara que sabe de tudo dentro do tudo que lhe condiz e nos ensina o quão simples é aceitar tudo quanto a gente é nada.
O acadêmico justifica por meio de uma hipótese, o matuto por meio de uma justificativa.
CADA FALSO A SUA ALTURA
Falar contigo me tira o sentido
Jurar só me faz perdoar
Me perdoa
O mesmo lenço que assoa o choro assombra a lágrima
A vida já nasce póstuma
O óvulo fecundado já nasce bipolar
O óbvio tem morte prematura na mente premeditada
O prêmio nobel só é nobel no papel
Seja e talvez você seja
07 setembro 2009
AOS RECÉM CHEGADOS
No que se anuncia-se ser
Sorte é muito fácil querer
Poder; coisa dos fracos que nunca se prezam perder.
As vezes a gente perde sim.
As vezes se perde também.
E disso, basta que nada importa.
Tem sempre um caminho de volta.
Recomeçar é outro caminho
Bem mais difícil, árduo, cheio de espinho
Quimera se alcança a alma que apanha
Não, não acho a vida estranha.
Estranhamento me causa a causa e nunca o efeito
Até no mais belo estar se nota um inócuo defeito
E só no defeito podemos por absoluto notar a nossa inequívoca e inerme qualidade de ser que nos diferencia no ver, crer ou querer.
O mundo se faz esquecer o quão seres-humanos somos.
Só não se esquece disso, por favor;
não é ciência exata.
GOTAS DE ORVALHO
umideceram-se minhas pálpebras
mas foi sem frio
ou qualquer arrepio
minhas mãos continuam ávidas ao conforto
longe, insensato, ingrato
sem fato.
sinto cheiro da chuva
me escorre aos vãos
já não ando sozinho
deleito.
nunca pleiteio
o porvir?
mero anseio
hoje mesmo senti frio
mas foi logo que se mudou
mal sabia do seu estado
foi logo
que se mudou
IDADE MÉDIA
Passou o vizir ao meu lado, passo curto, sombrio, calado, tinha nas mãos uma adaga, e no peito uma cruz cravada. Senti fraqueza instantânea, eminente. Senti a morte do ser, que se vai mais que doente. Perguntei, aonde vais??? Respondi, tenho ódio. Insisti, vais sozinho??? Entendi, e quem mais cruzar meu caminho. Fechei os olhos de toda desgraça, que dominava o abutre e a caça, tive a graça de estar sozinho, e a crença do lugar do meu ninho. Segui-o até o portão, gritei pra chamar atenção, conclamei um alerta com a mão, segui do meu lado, são.
Passou o guerreiro ao meu lado, passo certo, destino pesado, carregava nos punhos sangria, alegria da festa, seu último dia. Senti o pesar dos lamentos, das grandes batalhas, esquecimentos. Senti a tortura das glórias, das decadências e das vitórias. Perguntei, aonde vais??? Respondi, vou além. Insisti, vais sozinho??? Entendi, eu e meu Deus que comigo venha, me tenha. Estufei-me em respeito, tive fé, exaltei. E depois de pagão me perdi, derramei. E de tudo que eu abençoei, se segui do meu lado??? Não sei.
Passou o carrasco ao meu lado, passo ignóbil, passo julgado, tinha na sombra o poente, esperança, porão cadente. Nada senti a não ser sentimento, nada falei, com seu consentimento. E sem tempo, e sem tento, lá se foi na penumbra, se perdeu na masmorra, encontrou coerência, de quem vê no machado, a derradeira clemência. Continuei do meu lado, parado.
Passou o Rei ao meu lado, passo presente, passo passado, baldrame de nobre, alicerce cansado. Senti o gosto do brinde, a esbórnia da vida, o vassalo e o trono, eu senti despedida. E da ponte caída, eu gritei perguntei, aonde vais meu senhor??? Respondi, meu senhor??? Insisti, vais sozinho??? Entendi, onde for vou também sou apenas um Rei, e você que é meu reino, e não sabe o que eu sei, e quer tudo que eu tenho, para um dia ser eu, pois saiba o que é meu, é o que tudo é seu, e o tudo que tudo que é seu, é muito mais que ser eu. Cai.
Passou o meu pai ao meu lado, tinha nos livros saudade, e na idade o conhecimento, nos erros maturidade, a ingenuidade do esquecimento. Levantei-me, ergui-me, fiquei de pé, senti o cheiro das matas e do café, das invernadas e do rapé. Perguntei, já sou??? Respondi, já sei. Insisti, serei??? Entendi, já é. Dormi.
EXPERIMENTO

Experimento
De acaso incerto, aleatório preste, servil; talvez em vão, talvez não. Não sei nem quem és, nem possível conclusão. Quisera ocupar de antemão o lugar dado a um cristão??? Não quis e nem quererei, ostentar o pecado, do qual nada sei. Sou sem Deus, sou sem Rei, sigo apenas a ética, desta criatura hermética, que uma tal de genética, me falou que sou eu. Astuto. Perspicaz. Ateu. Dono de certo ideal, quem não tem isso ou quetal??? Se é a vida que nos aquece, a ciência rejuvenesce. E aos que fazem da reza uma prece, em busca insensata do melhor dia, pesco palavras, prezo pessoas, prezo alegria. Faço em verso, prosa e poesia. Escrevo à noite o brinde da serventia. Escrevo ao vento que anuncia o mais novo invento. Escrevo ao momento, todo e qualquer sentimento. Este assim é, meu experimento. Não se anuncia, vem sem aviso, e se alcança um sorriso, se vale o improviso. De acaso incerto, aleatório preste, servil; talvez em vão, talvez não.